quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mexeu com uma, mexeu com todas!





Carta Manifesto



A Slut Walk ou Marcha das Vadias teve inicio no Canadá em resposta a conduta machista de um policial.  Este declarou que as mulheres eram vítimas de ataques sexuais, pois se “vestiam como vagabundas”. A partir do fato, inúmeras manifestações surgiram em todo o mundo. No Brasil, a cidade de São Paulo foi a primeira capital brasileira a organizar a Marcha, seguidas das cidades do Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Brasília, Salvador e outras.
As mulheres saíram às ruas com o objetivo de reafirmar a autodeterminação sobre os seus corpos e para combater essa sociedade que as educa para não serem estupradas, porém não ensina a NÃO estuprar.
Agora é a nossa vez de sair às ruas em Belém!
Marcharemos para combater a violência cometida contra as mulheres no nosso Estado! As estatísticas provam que, hoje o Pará é o terceiro estado no ranking de queixas de violência contra a mulher, são mais de 237 queixas a cada 50 mil mulheres paraenses. Somando um total de mais de quinze mil queixas em menos de seis meses.
A MARCHA DAS VADIAS acontecerá, pois somos chamadas de vadias todos os dias por usarmos roupas curtas, por transarmos antes do casamento e por lutarmos pelos nossos direitos. Já fomos chamadas de vadias por sermos divorciadas, por simplesmente dizer “não” a um homem, e ainda hoje somos chamadas de vadias por sofrermos estupro. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.
 Chamam-nos de vadias por ousarmos desafiar essa lógica pré-estabelecida imposta por uma cultura de subordinação e moldada sobre os alicerces patriarcais de nossa sociedade. Somos protagonistas basilares das conquistas de todos os nossos direitos e de instrumentos importantes de combate a violência. Entretanto, alterar as leis, criar mecanismos de proteção ainda não dissipou o “costume” de matar, abusar, explorar suas companheiras, esposas, filhas, irmãs... Mulheres. 
  Por isso nós marchamos!
  Pela prevenção da violência, por posições igualitárias e incondicionais, pelo direito a voz e ao grito, pelo domínio de nossas vidas, pelo direito de ir e vir com segurança, pelo direito de dizer SIM ou NÃO sem sofrermos qualquer tipo de rotulação.
  Marchamos por respeito, não somos mercadorias e nossos corpos não são objeto de prazer e consumo dos homens. Somos contra a lógica da cultura do estupro e contra as piadas que acabam reforçando e naturalizando tal conduta.
 Nós marchamos pois infelizmente a violência contra as mulheres é um fenômeno mundial e atinge a todas, em todas as idades, raças e classes sociais, que sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.
 Tomaremos as ruas para sermos reconhecidas como MULHERES, como pessoas LIVRES e IGUAIS. Somos fortes, somos livres, somos donas de nós mesmas, somos santas e putas. Somos vadias e vagabundas, Temos o direito de agir, de nos vestir e de nos expormos do jeito que desejarmos. Somos mães e trabalhadoras. Somos estudantes. Somos LIVRES!
  E a partir de agora, mexeu com uma; mexeu com todas!


Dia 28 de Agosto de 2011
Itinerário: Escadinha do Porto/ Estação das Docas via Av. Presidente Vargas até a Praça da República.
Concentração às 9:00 da manhã.

2ª Reunião Geral de Organização da Marcha das Vadias


Belém (02 de agosto de 2011)

Pauta da Reunião:
1-      Informes das comissões;
2-      Carta – Manifesto;
3-      Cronograma das mobilizações.

1-Comissão de logística
  • Os informes foram: Possuímos o carro-som, megafones e os ofícios para os órgãos de segurança e trânsito (SEGUP e CTBEL) já foram entregues.

2-Comissão de comunicação
  • A carta – manifesto  foi elaborada, lida e aprovada pelo grupo  e o Blog já está em funcionamento. Porém, é necessário que ajudemos na sua  divulgação  http://mdvbelem.blogspot.com/

 Encaminhamentos:
1-      Lívia, Luana e Juliana apresentarão até o dia 06 de Agosto as logo-marcas para a Marcha de Belém. Faremos a votação via site de relacionamentos Facebook;
2-      Lívia Ferreira apresentará até o dia 07 ( Domingo ) o modelo do mosquitinho que iremos utilizar para  a panfletagem nos portões das Universidade. O modelo utilizado será o que esta (Lívia) já postou no Facebook com as suas devidas modificações;
3-      Temos até o dia 10 de Agosto para passarmos as confirmações de local e horário
para reproduzirmos os materiais de divulgação;
4-      Ficamos de falar com a Isabela Lago e a Bruna sobre a oficina de extenso e marcarmos um dia para ela ser realizada. Acredito que já podemos contar também com a participação do Coletivo Enecos  para essas atividades.
5-      Alana, Alice, Raiza e Mara ficaram responsáveis de conseguir materiais para a nossa oficina de cartazes. Lembrando que cada vadia deve também levar o material que tiver disponível em sua casa.
6-      Já temos alguns sindicatos que irão ajudar na reprodução dos materiais.

  • Cronograma de mobilizações

Elegemos as quatro maiores universidades de Belém para serem feitas as mobilizações: UFPA, UEPA, UNAMA E CESUPA. Lembrando que cada menina pode imprimir o seu mosquitinho e distribuir em sua sala, em seu trabalho e etc.

  • UEPA- A data ainda será tirada.
  • CESUPA- Nazaré: Idem
  • UNAMA- Alcindo Cancela será no dia 18 de Agosto, ás 17:30
  • UFPA-  Dia 24 de Agosto, ás 11h R.U e ás 17:30 portão ( terminal)
  • Oficina de cartazes dia 25 de Agosto, ás 16h no hall da reitoria. 
Por Leila Bentes.

sábado, 30 de julho de 2011

Comissão de Logística

  • Primeira reunião da Comissão de Logística aconteceu no Centur, dia 28/07/11.
  • Definições: Já conseguimos carro som; temos megafones; ficaram responsáveis de ir respectivamente a CTBEL, Erica e SEGUP, Leila. O retorno de mais atividades será informado na próxima reunião geral.
  • Falta conseguir instrumentos musicais. Por Ediane Jorge.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Marcha das Vadias em Belém


"O movimento começou com uma palestra em uma universidade em Toronto, Canadá, em janeiro deste ano. Durante um seminário sobre segurança no campus, um policial disse às alunas que elas evitariam estupros se não se vestissem como vadias (“sluts”). Indignadas com o que consideraram uma expressão oficial da responsabilização da vítima, elas pediram uma retratação. Enquanto o episódio era investigado, ativistas organizaram a primeira Slut Walk – em português, Marcha das Vadias. Cerca de mil mulheres, muitas delas vítimas de estupro, abuso e assédio sexual, se vestiram com roupas que desafiam o código do policial canadense e saíram em passeata para dizer que não, as vítimas de estupro nunca “estão pedindo”. A marcha das Vadias quer dizer exatamente que toda mulher tem direito à sua sexualidade, que essa sexualidade precisa ser respeitada, consideramos absurdo esse padrão duplo de sexualidade, onde uma mulher que faz sexo é vadia, e um homem que faz sexo é um garanhão e um cara normal.

O manifesto já passou por vários países, incluindo, Estados Unidos, Argentina, Holanda, Grã-Bretanha e Nova Zelândia, e em outras capitais brasileiras como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro onde milhares de mulheres gritaram ao mundo que são donas de seus corpos e não aceitam a opressão social a que somos todas submetidas diariamente, em nossa casa, vizinhança, escola, trabalho ou universidade.

Cansadas de sofrer tantas violações de direitos, e buscando um projeto político emancipatório, em Belém a Marcha das Vadias está sendo construída por um grupo heterogêneo de mulheres dos diversos segmentos da sociedade, mães de família, estudantes universitárias, advogadas, psicólogas, professoras, artistas e ativistas da sociedade civil organizada que lutam pelos direitos da mulher. 

A luta pela autonomia dos nossos corpos é uma luta árdua: ela desafia dogmas religiosos, padrões estéticos, desafia, sobretudo a dominação masculina, e por este motivo não estamos simplesmente reivindicando o direito de usar minisaia, mas também queremos a garantia de nosso direitos sexuais e reprodutivos, queremos ter mais acesso ao mercado de trabalho, queremos a legalização do aborto e sobretudo a liberdade de exercermos nossa cidadania com respeito e dignidade. O lema da marcha em Belém é “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Por Isabela do Lago.

Serviço:
Dia 28 de agosto de 2011.
Itinerário: Escadinha do Porto/ Estação das Docas via Av. Presidente Vargas até a Praça da República.
Concentração às 9:00 da manhã.

Mexeu com uma, mexeu com todas!



www.feminismo.org.br
Universidade Livre Feminista

"A marcha das vadias precisa ser a marcha das vadias indignadas, das vadias inconformadas com a sociedade capitalista e todas as opressões que ela produz, precisa ser a marcha das feministas que propõem um projeto politico emancipatorio, no entanto, ainda assim um projeto politico que seja nosso. Precisamos lutar para que a marcha das vadias seja um movimento politico e não uma propaganda do ethos da mulher "moderninha" que é muito bem apropriado e cômodo para aqueles que querem perpetuar a dominação. A luta pela autonomia dos nossos corpos é uma luta árdua: ela desafia dogmas religiosos, desafia padrões estéticos, desafia a dominação masculina”.



Sugerido por Leila Bentes.

Violência contra as lésbicas

“As jovens que se descobrem lésbicas, e que vivem com seus pais, são as que mais sofrem violência. A família reprova a lesbianidade da filha e procura impor a heterossexualidade como normalização da prática sexual do indivíduo. Por serem destituídas de qualquer poder, os pais buscam sujeitar e controlar o corpo das filhas lésbicas, lançando mão de diferentes formas de violência, como os maus-tratos físicos e psicológicos. E não faltam acusações, ameaças e, inclusive, a expulsão de casa. As ocorrências de violência sempre têm o sentido de dominação: é o exercício do poder, utilizado como ferramenta de ensino, punição e controle.” Fonte: Marisa Fernandes, “Violência contra as lésbicas”, Maria, Maria, nº 0.

“O fato de ser lésbica torna as mulheres homossexuais ainda mais vulneráveis às diversas formas de violências cometidas contra as mulheres. É de extrema importância ressaltarmos a violência sofrida pelas mulheres homoafetivas, uma vez que podemos ratificar a luta pela aprovação da PL 122, para que assim os agressores paguem pela violência e transtornos cometidos a qualquer ser humano que devem e tem o direito de expressar a sua forma de amor”! Por Raphaela Torres.

O custo econômico da violência doméstica


Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:

· Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.
· A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.
· O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.
· Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.
· Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.
· No Canadá, um estudo estimou que os custos da violência contra as mulheres superam 1 bilhão de dólares canadenses por ano em serviços, incluindo polícia, sistema de justiça criminal, aconselhamento e capacitação.
· Nos Estados Unidos, um levantamento estimou o custo com a violência contra as mulheres entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.
· Segundo o Banco Mundial, nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.
· Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.

Sugerido por Raphaela Torres.